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Dos dias tristes

30/11/2017

A gargalhada pronta, o sorriso no olhar, a humildade de uma verdadeira estrela, a generosidade e preocupação com os outros, a vontade de viver e felicidade contagiantes: características que o definiam e que me fizeram admirá-lo desde que me lembro de ser gente. Características que conheci através das câmaras, dos textos, da música e da partilha de breves momentos juntos.

Tudo o que hoje se disse dele e mais ainda, será pouco para descrever um dos maiores ícones portugueses. Quer gostemos ou não da sua música, acho que somos unânimes no quanto ele influenciou vários quadrantes do nosso rectângulo. Um homem bom que cometeu várias asneiras que lhe valerem dor e sofrimento, mas que deu a volta a tantas fintas que a vida lhe pregou. Até esta, a última, que o levou numa altura em que tinha ainda tanto para dar.

Cresci a ouvi-lo nos vinis e no rádio lá de casa, na voz do meu pai a cantar a plenos pulmões que “não era o único”, nos concertos a que me levava. Um privilégio, depois de ter crescido assim, poder conhecê-lo e saber, hoje, que tudo o que dizem dele é a pura verdade e não a conversa banal que se tem depois da morte. Para sempre Zé Pedro. O nosso Zé.

xutos--anos 80

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