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da crise, vista de fora #2

16/01/2013

“A conferência sobre a reforma do Estado, organizada a pedido do primeiro-ministro para, alegadamente, «ouvir a sociedade civil», está a decorrer no mais puro estilo norte-coreano.
Os jornalistas podem assistir, mas não são autorizados registos de imagem e som (excepto do primeiro-ministro, claro) e nada do que é dito pode ser reproduzido «sem a expressa autorização dos citados».
Segundo as notícias, alguém da organização propôs aos media o envio, no final do dia, de um resumo de um minuto e meio de imagens com som. Ou seja, uma peça de propaganda do estimado e querido líder à medida das televisões.
Alguns jornalistas abandonaram a sala. (…)”

(aqui)

A que país se refere este texto mesmo? O meu Portugal? Como assim? Não é um país democrático e livre?

Ontem a notícia foi um choque e por isso não tinha como não falar sobre isto aqui no meu canto alegre e descontraído. Choque maior porque pouco circula nos meios de comunicação e a sensação de que nos estão a limitar informação é imensa.  Nasci na liberdade do 25 de Abril, mas sempre me foi contado o que se passou antes. Não sei o que é viver com censura, mas também não queria saber.  E isto parece-me um passo para essa situção. Não só a questão da não gravação de imagens ou som, é interessante ver também que os intervenientes em toda a conferência foram CONVIDADOS. Se era uma auscultação da sociedade civil porque qualquer pessoa não se podia inscrever? E a repercurssão disto nos media? NADA. Só os blogues nos vão novidades. E o moço que “viola a imbecilidade“.

Continuo chocada. E faço minhas as palavras de Manuel Carvalho ontem publicadas  no Público.

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4 comentários leave one →
  1. 16/01/2013 13:28

    Sim, o teu, o nosso Portugal.

    O que nos vale é que nada dura para sempre.
    Somos filhos da Liberdade, os ditos filhos de Abril.

    Em breve, seremos os pais de uma outra data qualquer. A História ensina.

    Esperança.

  2. 16/01/2013 14:05

    🙂 Esperança. É mesmo o que nos resta. E eu tenho muita!

  3. 25/01/2013 01:34

    Sou como tu filha da Liberdade de Abril. Abril esse que vi toda a vida ser festejado pelos meus pais. Pouco comento de política, mas agrada-me que comentar ou não, dizer bem ou mal, seja uma decisão minha. Vivi 4 anos num país em que as palavras têm de ser pensadas e certos nomes pouco pronunciados. E que as niticias são sempre boas. E apesar de não ser o meu pais, é uma situação que não me agrada e não faz parte do que eu conheço como vida. E acredita… Não queremos isso para nós!!!!

  4. 25/01/2013 10:20

    Andreia, esse teu comentário podia ter sido escrito por mim 🙂 [tirando a parte de ter vivido num país assim]

    Normalmente não falo de política por aqui mas isto, para mim, é muito mais do que a política que conhecemos. Isto afecta-nos no nosso modo de vida, na nossa forma de estar. Afecta-nos numa das nossas mais valiosas aquisições [que não deveria ser conquistada, mas sim um dado adquirido]: a LIBERDADE!! Este é um assunto que me mexe muito comigo. Como já outras vezes disse:

    https://mariasardinha.wordpress.com/2010/04/25/a-minha-liberdade-termina-onde-comeca-a-dos-outros/
    https://mariasardinha.wordpress.com/2011/04/17/coimbra-17-de-abril-de-1969/
    https://mariasardinha.wordpress.com/2011/04/25/25-de-abril-sempre/

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